Quando comecei a frequentar a família do meu marido, achava engraçado o "Vô Rogério" dizer que O casamento só começa quando nascem os filhos. E sempre que um casal tinha filhos, ele desejava felicidades pelo casamento.
Sempre respeitei, claro. Mas não entendi aquilo, nem o tal ditado que ele insistia em repetir sempre que via bebês ou casais casando ou tendo filhos.
Hoje, depois de seis anos de casamento e oito meses depois de ser mãe, tenho certeza absoluta de que ele sempre teve razão. E sim, O casamento só começa quando nascem os filhos.
Não vou dizer que passei por crises no casamento depois que a Alice nasceu ou que houveram grandes transformações. Mas são as pequenas mudanças no dia-a-dia que fazem a diferença.
Antes, éramos apenas meu marido e eu, com atenção totalmente ficada em nós e um no outro. Hoje, temos nossas atenções totalmente focadas em nossa filha e, quando sobra um tempinho, em nós próprios e por último, um no outro. Parece óbvio, mas no dia-a-dia, isso faz muita falta e diferença.
Para mim, como mulher... Antes eu trabalhava fora o dia todo, chegava em casa e ia para a academia ou assistir TV, ler ou fazer algo que eu gostasse, mesmo que fosse conversar com meu marido. Hoje, divido meu tempo entre cuidar da casa, fazer almoço, cuidar da minha filha, trabalhar fora meio período, dar atenção para o meu marido. Os cuidados comigo ficam para quando sobra um tempinho E disposição.
Antes, nossos assuntos eram a academia, nossa rotina de trabalho, os planos de viagens e programas com amigos para o fim de semana. Hoje, nossos assuntos se resumem basicamente à nossa filha, aos cuidados e necessidades dela, aos programas que faremos juntos para ela se divertir.
E sabe quando percebemos isso? Do nada, depois que todas essas mudanças já estão tão intrínsecas na nossa rotina que passam até despercebidas.
Parece que isso acontece só na minha vida? Acredito que não!
eu, como mulher, ainda tenho a sorte de poder optar por trabalhar meio período. Tenho a sorte de ter um marido maravilhoso que fica com nossa filha para eu poder ir à academia ou fazer alguma coisa minha (quando dá tempo E eu tenho vontade).
Fico pensando nas mulheres (que são a maioria) que têm que sair para trabalhar quatro meses após o parto e deixar seus filhos sob os cuidados de estranhos. Fico pensando nas mulheres que abrem mão totalmente de suas vidas como mulheres para cuidar de seus filhos e que não têm um marido compreensível e companheiro o suficiente para entender que precisam nos ajudar e mais: ainda cobram da mulher a mesma atenção, carinho e disposição de antes.
Se minha situação é complicada, perto da maioria das mulheres que se tornam mãe, ainda tenho muito o que agradecer pois sei que sou abençoada.
Posso dizer que agora vivo uma vida de casada completamente diferente.
Ganhei muito com isso também. Senti que ficamos mais próximos, mais cúmplices. Dividimos nossos problemas com mais carinho, mais companheirismo, com mais vontade de dividir e solucionar juntos. Senti que temos mais vontade de ficarmos juntos e que valorizamos muito mais o tempo que temos para conversar, dar risada da vida ou até mesmo, curtir um almoço tranquilo.
Toda mudança traz vantagens e desvantagens e temos que aprender a transformar as desvantagens em crescimentos, aprendizagens e motivos para encontrarmos novas alternativas.
Se me perguntarem se prefiro minha vida antes do nascimento da minha filha? Não, de jeito nenhum. Ela nos completa, nos traz alegrias e felicidades todos os dias.

verdade!! Adorei o texto, e onde é para assinar?
ResponderExcluirObrigada, Ricardo!!!
ExcluirOi Jacqueline!
ResponderExcluirAcho que é isso mesmo, a vida muda mas não quer dizer que é uma mudança ruim. É outra vida, diferente, com mais responsabilidades e onde precisamos nos reorganizar.
Vida corrida mas cheia de alegrias com nossos filhos ne?
beijao
Lele
É isso, Lele! Vida corrida, mas cheia de alegrias!!! Cada segundo vale muito a pena!!! Amo! Bjs e obrigada pela visita!
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