Pular para o conteúdo principal

A culpa é da mãe!

É, a culpa é mesmo da mãe!
Como mãe, mulher, esposa, dona de casa, trabalhadora fora de casa... é difícil dar conta de tudo de forma tranquila e saudável. 
Sinto que a cada dia que passa o sentimento de culpa se faz presente na minha vida, mesmo que eu me esforce para afastá-lo. e, infelizmente, percebo que este sentimento não é só meu e sim da maioria das mães que trabalham fora, que lutam, que precisam deixar seus filhos sob os cuidados de outras pessoas. 
Eu parei de trabalhar meio período para ficar com minha filha. E no meio período que trabalho, levo ela comigo, já que não tenho babá. Assim como também não tenho ninguém que me ajude em casa. Então, o meio período que fico em casa com ela, me restam várias atividades domésticas, inclusive o almoço e papinha da pequena. Parece pouco, mas não é!
Trabalhar (seja em casa ou no trabalho mesmo) com ela o tempo todo pedindo atenção e sem ter condições de dar toda a atenção que ela quer me faz pensar sobre... será que não estou deixando a desejar como mãe?
E será que se eu ficasse o dia todo por conta dela este sentimento desapareceria? Creio também que não!
Acredito que esta culpa anda sempre com as mães. Se o filho machuca, a mãe se pergunta onde estava que não percebeu para evitar. Se o filho fica doente a mãe se pergunta o que deixou de fazer e não evitou. se o filho faz festa ao ver o pai ou estranhos, a mãe se pergunta se está dando menos atenção e por isso tanta alegria ao ver os outros. Vejam... tantas perguntas que parecem infundadas. Mas são frequentes na nossa cabecinha de mãe.
Sou mãe de primeira viagem e há apenas 08 meses. Imagino que com o tempo este sentimento se torna tão comum que passa despercebido por nós. Mas acredito que ele jamais vai desaparecer. 
Porque temos a obrigação, como mães, de fazer nossos filhos darem certo, serem alguém, estudarem, serem uma pessoa de boa índole, corretas, com bons valores. E esta obrigação é presente em cada atitude nossa. Não digo que é um peso, mas nós lembramos dela em cada atitude de nossos filhos. Se são coisas boas, ficamos orgulhosas, como sinal de um bom trabalho. Se algo dá errado, nos questionamos se erramos, onde e o que estávamos fazendo que não percebemos que ia dar errado.
Enfim, a culpa é da mãe. E só da mãe. Ninguém nos coloca a tal da culpa. Nós nos culpamos. Nós mesmas. Nós aumentamos nossa responsabilidade de mãe e nosso comprometimento com a vida de nossos filhos. Nós assumimos um compromisso às vezes muito maior do que nos compete.
Mas somos mães. E creio que carregaremos isso enquanto formos mães. E se, uma vez mãe sempre mãe, eis alguns sentimentos que carregaremos até o último dia de nossas vidas...
Com ou sem culpa... somos mães, orgulhosas e muito felizes!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Seja educado e ensine educação

Voltando a publicar... pensei em algo que é rotina para mim. Hoje, minha filha com 5 anos, entende bem o que a gente faz e, com um pouco de conversa, sabe o que é certo e é errado. E fico pensando... quando agimos errado perto de nossas crianças, ensinamos errado, ensinamos o "jeitinho brasileiro", ensinamos o "é rapidinho, ninguém vai ver". Isso reflete na educação geral do país. Vê-se onde estamos com nossos governantes. Isso nada mais é do que educação, de forma geral. E se  não começarmos em casa, quem vai fazer isso? Na porta da escola da minha filha tem uma boa área de "proibido estacionar". Mas não é que todos os dias tem um carrinho parado ali? E o que mais me admira: na maioria das vezes são pais que sabem que é errado, que sabem que atrapalha, mas que fazem isso porque "é rapidinho" e não estão preocupados com o próximo. Mas e com o que ensinam para o filho? Que pode atrapalhar os outros? Parar no lugar proibido?  Foto: Di...

Os antigos sempre têm razão...

Quando comecei a frequentar a família do meu marido, achava engraçado o "Vô Rogério" dizer que O casamento só começa quando nascem os filhos . E sempre que um casal tinha filhos, ele desejava felicidades pelo casamento.  Sempre respeitei, claro. Mas não entendi aquilo, nem o tal ditado que ele insistia em repetir sempre que via bebês ou casais casando ou tendo filhos.  Hoje, depois de seis anos de casamento e oito meses depois de ser mãe, tenho certeza absoluta de que ele sempre teve razão. E sim, O casamento só começa quando nascem os filhos . Não vou dizer que passei por crises no casamento depois que a Alice nasceu ou que houveram grandes transformações. Mas são as pequenas mudanças no dia-a-dia que fazem a diferença. Antes, éramos apenas meu marido e eu, com atenção totalmente ficada em nós e um no outro. Hoje, temos nossas atenções totalmente focadas em nossa filha e, quando sobra um tempinho, em nós próprios e por último, um no outro. Parece óbvio, mas no dia-a...

Tirando a fralda

Meu Deus!!! Quando a gente tem filho, sabe que vai ser difícil e enfrentar muitas coisas diferentes. Mas as trapalhadas, as limpezas, para isso a gente não se prepara. Então... eis que comecei o processo "tira fraldas" da Alice. Em janeiro, quando ela estava com 1 ano e 9 meses e já ficava alguns períodos sem fralda, resolvi que ela só usaria fraldas para dormir. É engraçado como temos dúvidas e medos de coisas simples e bobas. A minha preocupação era: como faço para andar de carro? E se eu for passear? E se ela fizer xixi no chão em uma festinha ou no shopping?  Agora dá até para rir. Mas essas perguntas simples me deixaram muito insegura. E aí... vamos nós fazer tuuudo sem a fralda. Ouvi minha cunhada: "é um mês de dificuldade. Depois acabou. Você vai ver". Contei os dias deste mês como se fossem para chegar o grande dia. E aí? Nada! Continuou xixi pra casa toda, dezenas de calcinhas para lavar todo dia. E nesse meio tempo, veio o retorno para a escol...