Pular para o conteúdo principal

Saindo da toca...

Com três meses completos e a primeira dose das vacinas já tomada, eu começo a sair da toca com minha pequena.
E como é engraçado tudo isso. Eu sempre fui independente, certa de mim e das minhas coisas, do que quero fazer ou ir. Desde muito nova aprendi a tomar minhas decisões, a decidir, a não perguntar muito para os outros o que devia ou não fazer.
E então, até agora, depois da chegada da minha filha, sinto-me totalmente insegura. É uma sensação estranha... Um misto de medo da rua, medo de acontecer alguma coisa, de não dar conta dos passeios... Então, passei a perguntar ao meu marido sobre tudo, se devia sair, se podia fazer tal coisa, etc. Tal situação está me deixando extremamente chateada, magoada comigo mesma. O que no geral, me deixa ainda mais insegura.
Na semana passada resolvi que tomaria atitudes. Então, peguei o carro e fui passear com ela. Só nós duas. Saímos, fomos comprar coisas para a casa. Não foi bem um passeeeeeio, mas para mim, foi o suficiente para eu perceber que dou conta e que todos os medos são em vão. Ficamos na rua por pouco mais de uma hora, mas foi agradável, ela não me deu trabalho, eu dei conta de dirigir com ela no banco de trás sozinha e nada de ruim aconteceu.
Hoje dou um novo passo: retomo minha teapia. Ela vai comigo, claro! Só assim poderei sair tranquila, por enquanto. Mas estou saindo, tendo uma vida normal, pelo menos enquanto estou só por conta dela, sem trabalho na rua.
Esses medos são só meus? Todas as mulheres passam por isso? Às vezes fico me sentindo um ser estranho no universo. Não por ser mãe (Claro!), mas por ter todas estas inseguranças.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Seja educado e ensine educação

Voltando a publicar... pensei em algo que é rotina para mim. Hoje, minha filha com 5 anos, entende bem o que a gente faz e, com um pouco de conversa, sabe o que é certo e é errado. E fico pensando... quando agimos errado perto de nossas crianças, ensinamos errado, ensinamos o "jeitinho brasileiro", ensinamos o "é rapidinho, ninguém vai ver". Isso reflete na educação geral do país. Vê-se onde estamos com nossos governantes. Isso nada mais é do que educação, de forma geral. E se  não começarmos em casa, quem vai fazer isso? Na porta da escola da minha filha tem uma boa área de "proibido estacionar". Mas não é que todos os dias tem um carrinho parado ali? E o que mais me admira: na maioria das vezes são pais que sabem que é errado, que sabem que atrapalha, mas que fazem isso porque "é rapidinho" e não estão preocupados com o próximo. Mas e com o que ensinam para o filho? Que pode atrapalhar os outros? Parar no lugar proibido?  Foto: Di...

Comendo sabonete...

Tem momentos em que fica uma dúvida cruel: rir ou ficar brava? Fingir que não viu ou aprender com o erro? Outro dia estou eu toda feliz e contente dando banho na minha pequena. E já há alguns tempo que ela vê o sabonete e fica doidinha pra segurá-lo. E aí, morre de rir quando sente na mão, porque escorrega e ela não consegue segurar. Até aí, tudo bem. Mãe muito inocente que sou... Achei que ela nunca ia conseguir segurar o sabonete e que o barato da questão era exatamente ele escorregar e cair na água e ela ficar feito boba tentando pegá-lo, distraída, enquanto eu termino de dar o banho. Bobinha... Eis que a baixinha deu conta de segurar o danado do sabonete.  E numa fração de segundo, mais rápido do que minha capacidade de perceber que ela tinha pego e eu precisava fazer alguma coisa... lá estava o danado levando uma boa dentada.  kkkkkkkkk Eu não sabia se ria, se segurava o sabonete, se lavava a mão dela, se tentava tirar o resto de sabonete que estava na ...

Tirando a fralda

Meu Deus!!! Quando a gente tem filho, sabe que vai ser difícil e enfrentar muitas coisas diferentes. Mas as trapalhadas, as limpezas, para isso a gente não se prepara. Então... eis que comecei o processo "tira fraldas" da Alice. Em janeiro, quando ela estava com 1 ano e 9 meses e já ficava alguns períodos sem fralda, resolvi que ela só usaria fraldas para dormir. É engraçado como temos dúvidas e medos de coisas simples e bobas. A minha preocupação era: como faço para andar de carro? E se eu for passear? E se ela fizer xixi no chão em uma festinha ou no shopping?  Agora dá até para rir. Mas essas perguntas simples me deixaram muito insegura. E aí... vamos nós fazer tuuudo sem a fralda. Ouvi minha cunhada: "é um mês de dificuldade. Depois acabou. Você vai ver". Contei os dias deste mês como se fossem para chegar o grande dia. E aí? Nada! Continuou xixi pra casa toda, dezenas de calcinhas para lavar todo dia. E nesse meio tempo, veio o retorno para a escol...