Se tem um tema que a gente ouve falar durante toda a gestação e que nos deixa assustadas é a tal depressão pós parto. Acredito que todas as grávidas pensam nisso e em como evitar ou detectar.
Em muitas conversas com médico, terapeuta e até outras mães, algumas perguntas básicas ajudam a indicar se estamos desenvolvendo uma depressão pós parto ou não. Estas orientações servem não só para nós, que estamos sujeitas à doença, mas aos nossos familiares para que fiquem atentos e nos ajudem neste momento.
As perguntas são:
- Quando o seu bebê chora, você sente que é insuportável e não vai dar conta de aguentar?
- você está sem vontade de cuidar do seu bebê?
- Você acha que não vai dar conta de cuidar do bebê?
Caso você ou algum familiar próximo perceba ou suspeite que você está desenvolvendo a depressão, procure ajuda com urgência.
A depressão pós parto infelizmente é mais grave do que imaginamos. Existem centenas de casos de mães que matam seus filhos recém-nascidos e depois nem se lembram, tudo por conta da doença. Ou seja: não é o seu instinto matar ou sua vontade, mas a depressão pode levar à isso.
Então, não leve na brincadeira. Se você perceber, converse com seu marido, mãe, irmã, amiga. Busque ajuda o quanto antes e não deixe que o problema se agrave.
E mais: não se culpe! Isso é causado por conta da grande mudança que acontece em nossas vidas, a enorme carga hormonal que somos obrigadas a passar. Se pararmos pra pensar, desde o dia que engravidamos até quando paramos de amamentar, nosso organismo é invadido por uma grande quantidade de hormônios diariamente. Não temos um equilíbrio durante este período e por isso ocorrem muitas mudanças de comportamento, humor, depressões, choros e outros sintomas.
Você sabia que a depressão pós parto pode se manifestar até um ano após o parto? Pois é! Se engana quem pensa que ela é desenvolvida apenas no primeiro mês após o nascimento. Por isso, fique atenta!
Cuide de você para poder cuidar bem do seu bebê! Cuidar da sua saúde é preservar a saúde do seu filho!!!
Segundo a Wikipédia... A depressão pós-parto (DPP) é uma forma de depressão que afeta mulheres após terem dado a luz
a um bebê. Estima-se que cerca de 60% das novas mães passam por uma
forte melancolia após o parto conhecida internacionalmente como baby blues.
No Brasil cerca de 40% desenvolvem depressão sendo que 10% apresentem a
sua forma mais severa. Recomenda-se que uma psicoterapia seja iniciada o
mais rápido possível
Informações do Site ABC da Saúde
O pós-parto é um período de risco psiquiátrico
aumentado no ciclo de vida da mulher. A depressão pós-parto, também
conhecida como postpartum blues, pode se manifestar com intensidade
variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um
vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras
relações interpessoais estabelecidas pela criança.
Apesar das controvérsias, vários fatores podem ser mencionados como possível causa da depressão pós-parto, entre eles:
Fatores biológicos
São os resultantes da grande variação nos
níveis de hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) circulantes e de
uma alteração no metabolismo das catecolaminas causando alteração no
humor, podendo contribuir para a instalação do quadro depressivo.
Fatores psicológicos
São os originados de sentimentos conflituosos da mulher em relação:
| a si mesma, como mãe | |
| ao bebê | |
| ao companheiro | |
| a si mesma, como filha de sua própria mãe |
Outros fatores, relacionados às condições do parto,
à situação social e familiar da mulher gerando sobrecarga, também podem
desencadear esses distúrbios.
Sintomatologia
A intensidade dos sintomas geralmente define os
diferentes quadros depressivos do período pós-parto. A depressão
pós-parto (Postpartum blues), é um distúrbio emocional comum, podendo
ser considerada uma reação esperada no período pós-parto imediato e que
geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento da criança.
Entre 50% a 80% de todas as mulheres apresentarão reações emocionais.
Os sintomas incluem crises de choro, fadiga,
humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de
memória. As reações emocionais não psicóticas ocorridas no período de
pós-parto se resolvem espontaneamente em até seis meses, sendo que o
manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos,
enfatizando a normalidade da sua alteração.
Psicose Puerperal e Síndrome Depressiva Crônica
São quadros depressivos que também ocorrem no período do pós-parto.
Na Psicose Puerperal, os sintomas aparecem nos
três primeiros meses pós-parto e são mais intensos e duradouros, com
episódios psicóticos, necessitando acompanhamento psicológico e
internação hospitalar.
A Síndrome Depressiva Crônica é um episódio
depressivo e não psicótico, com humor disfórico, distúrbio do sono,
modificação do apetite, fadiga, culpa excessiva e pensamentos suicidas. O
tratamento deve ser psicológico e medicamentoso, pois os sintomas podem
persistir por até um ano.
Desde o século passado existem publicações
sobre os transtornos do período pós-parto e, apesar do assunto ainda
causar controvérsias, é importante o seu diagnóstico precoce, ajudando
as mulheres na resolução de seus conflitos para o estabelecimento de
vínculos adequados entre a mãe e seu filho.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Meu filho nasceu há poucos dias, estou me sentindo muito triste e incapaz de cuidar dele, isto é normal?
Por que a mulher tem um risco maior de crises depressivas no pós-parto?
Qual o período para determinar uma depressão pós-parto?
Qual a causa da depressão pós-parto?
Quando a depressão pós-parto deve ser tratada com medicamentos?
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