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Alergia à proteína do Leite

É muito difícil entender o que se passa com um recém-nascido. São diversas coisinhas que vão aparecendo e a gente não sabe explicar. Nem os médicos sabem ao certo dar uma resposta. 
Nessas horas, vale escutar todo mundo, acreditar nos antigos e fazer todos os testes possíveis.
Foi assim que descobri na minha pequena uma alergia à Proteina do Leite de Vaca, que ela recebia pela amamentação.
Como já descrevi em posts anteriores, minha pequena estava com um refluxo que não melhorava nem com o remédio e também com uma alergia no rosto que não sarou com a medicação. Toda empipocada. Além disso, todos os dias ela tinha uma irritação no final do dia que parecia com cólicas. Sò que ela não chorava direto como acontecem com as cólicas. Ela ficava irritada, por horas. Às vezes, por seis horas seguidas. Inquieta, sem conseguir dormir ou ficar no carrinho. Só queria colo, um misto de choro e reclamação...
E junto à tudo isso, o nariz dela começou a ficar cheio. COmo se tivesse com um catarro parado que não saia por nada. Fiz aerosol umas cinco vezes por dia durante uma semana, coloquei soro fisiológico no nariz dela pelo menos umas dez vezes ao dia e nada de melhorar.
Então, na ânsia de uma solução, meu marido foi na farmácia atrás de um remédio melhor para o nariz. 
Nisso, eu já tinha trocado o leite integral de vaca por leite em pó da minha alimentação e a alergia do rosto dela tinha apresentado uma leve melhora.
Ao comentar tudo isso com a farmacêutica (que me acompanhou a gravidez toda e sempre trocava figurinhas sobre gestação e filhos), ela deu uma ideia: suspender tuuuudo que tem leite da minha alimentação. Tudo. Eu disse tudo: queijo, manteiga, bolos e massas feitas com leite, leite condensado, creme de leite, etc, etc, etc. Disse que os sintomas indicam alergia ao leite e que só tirando tudo para ter certeza.
Eu não exitei quando meu marido contou: daquele momento em diante não comi mais nada que tinha leite. Agora é assim: ler a composição dos produtos. TEm leite: não como.
E para minha surpresa, não é que minha menina melhorou? Sim, ela melhorou do refluxo (acabou, passou a regurgitar como qualquer criança da idade dela), da alergia no rosto e até da irritação no final do dia.
Eu não acreditei! Como uma coisa simples pode causar tantos problemas? E como o médico nem sequer pensou nesta possibilidade ou me alertou sobre o assunto?
Pesquisando na iternet, encontrei um site com muitas informações sobre o assunto e deixo o link aqui. Se você precisar saber de alguma coisa, este site é bem completo e me ajudou muito!
Depois disso, já fiz diversos testes e confesso que minha filha realmente tem alergia à proteína do leite.
Uma hora sara. 90% dos casos desaparece até 3 anos de idade. MAs uma boa parte desaparece até 6 meses e mais de 50% dos casos desaparece antes de um ano. Tomara que o da minha filha desapareça rápido. Não pela minha alimentação, mas porque é muito ruim depois para ela ter que seguir uma dieta restritiva de leite. Não pelo leite em si que hoje já existem opções. MAs, por exemplo: todo bolo vai leite, doces de aniversário todos são à base de leite condensado, o chocolate é ao leite, etc, etc, etc. A gente não pensa nisso no dia a dia porque não tem necessidade mas quando você começa a analisar, muita coisa tem leite na composição.
Conversando com minha nutricionista também, descobri que os produtos isentos de Lactose podem ser consumidos. Embora o problema seja alergia à proteína do leite e não intolerância à lactose, quando a lactose é retirada estas proteínas saem também e portanto, o produto pode ser consumido.
Fica a dia para as mamães. Aí, é só pesquisar. Encontrei chocolates da Nestlé e Cacau Show, por exemplo, que são 0% Lactose e 50% Cacau. Uma delícia!

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