Pular para o conteúdo principal

Por que ainda não estou grávida?

Muitas mulhres (como eu) tentam por anos engravidar, em vão! De repente, bate um perguntinha chata, que não sai da nossa cabeça: por que ainda não estou grávida?
E aí, nosso médico olhas os NOSSOS exames (da mulher) e diz que está tudo normal, mas não pede nenhum exame mais específico. De repente, depois de muito "treino", o tal Dr. resolve pedir um espermograma para o marido. Mas caso o exame não dê zerado, ele diz também que está tudo certo.
Essa foi minha história. Dois anos e meio de tentativas.
Só que nunca fui uma pessoa muito preocupada. Do tipo: parei de prevenir. Procurei um médico e pedi que ele solicitasse todos os exames que fossem necessários. Eu queria ter a certeza de que poderíamos ter um filho. Ou não haveria a necessidade de eu parar de tomar remédio, parar de prevenir, etc. Caso houvesse um problema, era só saber os tratamentos e procurá-los quando fosse necessário.
Mas não foi isso que ouvi. O que ouvi do Dr. foi que estava tudo bem, que eu era normal e que poderia ter um filho numa boa!
Diante disso, fiquei tranquila. Não me preocupava mês a mês com o que ia acontecer. Apenas deixava rolar.
E o tempo foi passando. Os sobrinhos nascendo. A cobrança aumentando.
Nestes dois anos e meio, passei por três médicos. sempre apresentava os exames anteriores junto com os novos e as respostas eram as mesmas.
Até que um dia, meu marido e eu resolvemos procurar um médico especialista em fertilização. E eu fui sozinha, pois estava tão certa de que a resposta seria a mesma que nem me preocupei que o Maridão deveria me acompanhar.
E a primeira consulta é a mais esquisita! A mais assustadora, talvez.
De cara, olhando apenas os exames anteriores, ele já detectou que não poderíamos ter filhos. Por problemas NO CASAL e não apenas em um só!
O Maridão apresentava alterações no espermograma e eu tinha ovário policístico (ou multifolicular,  como os outros médicos falavam). Então, segundo o Dr. Fertilização, ambos poderíamos ter filhos normalmente se tivéssemos escolhido pessoas que não apresentassem nenhum problema. Mas os nossos problemas, somados, dificultariam muito uma gravidez normal.
Foi a notícia mais esquisita que já recebi. Sabe quando você age normalmente, como se o médico estivesse dizendo que estava tudo bem? Não sei, mas perdi a reação, a capacidade de analisar friamente tudo o que eu estava ouvindo. Por outro lado, ao saber das soluções e que aquilo não ia me impossibilitar de ser mãe, fiquei tranquila!
Era a resposta que eu queria ter ouvido há dois anos e meio atrás: "você pode sim ser mãe, mas não por um método natural".

Diante de todos os exames apresentados, faltava apenas um - o pior - o histerosalpingografia. É um exame que verifica se as trompas estão ok, se estão realmente ligadas ao útero e se não impedem que o óvulo venha até o útero. 
Não posso reclamar do exame. Muitas mulheres falam que sentem muita dor. Eu fui morrendo de medo, mas foi tranquilo. Não senti quase nada. Demora uns dez a quinze minutos e quanto menos nervosa você fica, mais rápido acaba porque quanto menos você se mexe, mellhor ficam as imagens e mais rápido eles finalizam. E eis que este último exame, para minha sorte, deu que era tudo perfeito! Ufa, um problema a menos!!!!
Entendido o problema? Vamos às soluções!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Seja educado e ensine educação

Voltando a publicar... pensei em algo que é rotina para mim. Hoje, minha filha com 5 anos, entende bem o que a gente faz e, com um pouco de conversa, sabe o que é certo e é errado. E fico pensando... quando agimos errado perto de nossas crianças, ensinamos errado, ensinamos o "jeitinho brasileiro", ensinamos o "é rapidinho, ninguém vai ver". Isso reflete na educação geral do país. Vê-se onde estamos com nossos governantes. Isso nada mais é do que educação, de forma geral. E se  não começarmos em casa, quem vai fazer isso? Na porta da escola da minha filha tem uma boa área de "proibido estacionar". Mas não é que todos os dias tem um carrinho parado ali? E o que mais me admira: na maioria das vezes são pais que sabem que é errado, que sabem que atrapalha, mas que fazem isso porque "é rapidinho" e não estão preocupados com o próximo. Mas e com o que ensinam para o filho? Que pode atrapalhar os outros? Parar no lugar proibido?  Foto: Di...

Os antigos sempre têm razão...

Quando comecei a frequentar a família do meu marido, achava engraçado o "Vô Rogério" dizer que O casamento só começa quando nascem os filhos . E sempre que um casal tinha filhos, ele desejava felicidades pelo casamento.  Sempre respeitei, claro. Mas não entendi aquilo, nem o tal ditado que ele insistia em repetir sempre que via bebês ou casais casando ou tendo filhos.  Hoje, depois de seis anos de casamento e oito meses depois de ser mãe, tenho certeza absoluta de que ele sempre teve razão. E sim, O casamento só começa quando nascem os filhos . Não vou dizer que passei por crises no casamento depois que a Alice nasceu ou que houveram grandes transformações. Mas são as pequenas mudanças no dia-a-dia que fazem a diferença. Antes, éramos apenas meu marido e eu, com atenção totalmente ficada em nós e um no outro. Hoje, temos nossas atenções totalmente focadas em nossa filha e, quando sobra um tempinho, em nós próprios e por último, um no outro. Parece óbvio, mas no dia-a...

Tirando a fralda

Meu Deus!!! Quando a gente tem filho, sabe que vai ser difícil e enfrentar muitas coisas diferentes. Mas as trapalhadas, as limpezas, para isso a gente não se prepara. Então... eis que comecei o processo "tira fraldas" da Alice. Em janeiro, quando ela estava com 1 ano e 9 meses e já ficava alguns períodos sem fralda, resolvi que ela só usaria fraldas para dormir. É engraçado como temos dúvidas e medos de coisas simples e bobas. A minha preocupação era: como faço para andar de carro? E se eu for passear? E se ela fizer xixi no chão em uma festinha ou no shopping?  Agora dá até para rir. Mas essas perguntas simples me deixaram muito insegura. E aí... vamos nós fazer tuuudo sem a fralda. Ouvi minha cunhada: "é um mês de dificuldade. Depois acabou. Você vai ver". Contei os dias deste mês como se fossem para chegar o grande dia. E aí? Nada! Continuou xixi pra casa toda, dezenas de calcinhas para lavar todo dia. E nesse meio tempo, veio o retorno para a escol...